Ações

Em toda a escola SESI de Colatina, foram realizadas ações relacionadas ao Projeto do Meio Ambiente. Cada série do ensino fundamental (5ª a 8ª) executou um trabalho. Veja:

Série: 5ª A

Temas: Lixo nuclear, lixo hospitalar, lixo orgânico, agrotóxicos.

Lixo nuclear:

                  A indústria nuclear gera uma enorme quantidade de lixo radioativo. Nenhum país do mundo encontrou, até hoje, uma solução satisfatória e definitiva para esse problema. Os defensores da energia nuclear costumam afirmar que a quantidade de dejetos radioativos é muito pequena, o que é mentira. Calcula-se que, no funcionamento normal de uma usina, para cada metro cúbico de lixo de alto nível, são gerados 240 metros cúbicos de lixo de baixo nível e 16 metros cúbicos de lixo de médio nível radioativo.

                  A radioatividade do lixo nuclear diminui com o tempo. Cada elemento tem uma meia vida, que é o tempo que demora para a radioatividade cair pela metade. Alguns radioisótopos continuam perigosos por milhões de anos. O lixo radioativo precisa ser armazenado por séculos e isolados do meio ambiente por centenas de milênios.

                 Os lixos de nível radioativo intermediário e baixo representam 95% do total de radioatividade produzida durante todo o processo de geração de eletricidade pela tecnologia nuclear. A quantidade de HLW (High level waste, na sigla em inglês, ou lixo de alto nível radioativo) está aumentando em 12 mil metros de toneladas por ano, o equivalente a 100 ônibus de dois andares ou a duas quadras de basquete.

                 A exploração de urânio nas minas também produz enormes quantidades de resíduos, inclusive partículas radioativas que podem contaminar a água e os alimentos. Além disso, no processo de enriquecimento de urânio, são gerados, para cada metro cúbico de dejetos altamente radioativos, mil metros cúbicos de lixo de baixo nível radioativo.

                 Calcula-se que, anualmente, são acumulados, no mundo, cerca de 12 mil toneladas de lixo radioativo de alta atividade. A quantidade de rejeitos de baixa e média radioatividade de Angra 1 e 2, por exemplo, é estimada em cerca de 2.500 toneladas, armazenados de forma provisória em dois galpões e os rejeitos de alta radioatividade estão armazenados em piscina e aguardam um depósito permanente.

                 Nos Estados Unidos, os resíduos altamente radioativos estão depositados em cerca de 120 locais. Há um projeto  de acondicionar esse lixo de forma definitiva em um depósito a 300 metros abaixo da superfície, em uma formação geológica situada a 160 Km de distância de Las Vegas, só que ainda está longe de ser concluído.

                 O lixo radioativo é muito perigoso para o meio ambiente, pois pode contaminar o solo e os rios, matando os animais e prejudicando as condições de vida. O contato do ser humano com este tipo de lixo pode ter como consequência o desenvolvimento de várias doenças (câncer é a principal) e até a morte imediata.

 Curiosidades:

- O lixo nuclear pode levar de 50 a 100 anos para perder toda sua radiação.

- No Brasil, ocorre a produção de lixo nuclear nas Usinas Atômicas de Angra I e Angra II, situadas em Angra dos Reis (RJ).

 Conclusão:
                 Percebe-se, a partir do que foi exposto,  que o lixo radioativo é muito perigoso para o ser humano e o meio ambiente, e que os governos de todo o mundo têm que se preocupar e fazer ações para armazená-lo corretamente e não contaminar a população. 

  

 

O sofrimento de Sungavit durante os tempos soviéticos.

A cidade de Azerbaijão serviu como centro de fabricação de químicos. O resultado de um legado tóxico eleva o número de casos de câncer em até 51%.

 

 

 

 

 Lixo hospitalar:

Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou, como é mais comumente denominado “LIXO HOSPITALAR”, sempre constituiu-se um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares, devido principalmente à falta de informações a seu respeito, gerando mitos e fantasias entre funcionários, pacientes, familiares e principalmente a comunidade vizinha às edificações hospitalares e aos aterros sanitários.

A atividade hospitalar é por si só uma fantástica geradora de resíduos, inerente à diversidade de atividades que desenvolvem-se dentro dessas empresas. O grande volume de compras de materiais e insumos para fazer funcionar, segundo Peter Drucker, a mais complexa das organizações, faz-nos responsável pelo destino de  números como os de que um hospital com cerca de 800 leitos,  que gera um volume de lixo hospitalar igual ao coletado em todo o município de Nova Prata- RS, por exemplo!

O desconhecimento e a falta de informações sobre o assunto faz com que, em muitos casos, os resíduos, ou sejam ignorados, ou recebam um tratamento com excesso de zelo, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares. Não raro lhe é atribuída a culpa por casos de infecção hospitalar e outras tantas mazelas dos nosocômios. A incineração total do lixo hospitalar é um típico exemplo de excesso de cuidados, sendo ainda, neste caso, uma atitude politicamente incorreta devido aos subprodutos lançados na atmosfera, como dioxinas e metais pesados.

Em sua grande maioria, os hospitais pouco ou quase nenhuma providência tomam com relação às toneladas de resíduos gerados diariamente nas mais diversas atividades desenvolvidas dentro de um hospital. Muitos limitam-se a encaminhar a totalidade de seu lixo para sistemas de coleta especial dos Departamentos de Limpeza Municipais, quando estes existem, lançam diretamente em lixões ou simplesmente “incineram” a totalidade dos resíduos.

Importante também destacar os muitos casos de acidentes com funcionários envolvendo perfurações com agulhas, lâminas de bisturi e outros materiais denominados perfuro-cortantes.

O desconhecimento faz com que este fantasma, chamado “LIXO HOSPITALAR”, cresça e amedronte os colaboradores e clientes das instituições de saúde.

Os constantes problemas, o desconhecimento, o medo, mas, principalmente, o desejo de que o assunto fosse tratado de uma forma técnica, profissional, levou-nos a desenvolver um projeto que resolvesse definitivamente o problema “LIXO HOSPITALAR”.

1 – RESÍDUOS INFECCIOSOS – Material proveniente de isolamentos, sangue humano e derivados, material patológico, materiais perfurantes e cortantes, resíduos de diagnóstico e tratamento (gaze, drenos, sondas, absorventes e qualquer material sujo com resíduos e fluidos corpóreos) e peças anatômicas provenientes de amputações e biópsias passou a ser denominado de grupo 1.

2 – RESÍDUOS ESPECIAIS – Material radioativo, farmacêutico e químicos passaram a ser denominados de grupo 2.

3 – RESÍDUOS GERAIS OU COMUNS – Materiais provenientes das áreas administrativas, resíduos alimentares da produção de alimentos, áreas externas e jardins, sucatas e embalagens reaproveitáveis passaram a ser denominados de grupo 3.

GRUPO 1 – material perfuro cortante em caixas de papelão reaproveitadas e adaptadas para esta finalidade, demais resíduos em sacos plásticos brancos identificados com a simbologia de material infectante – destino: incineração ou aterro sanitário através de sistema de coleta especial;

GRUPO 2 – material radioativo conforme legislação própria do CNEN; material farmacêutico é devolvido aos fabricantes conforme acordo na compra do próprio material;

GRUPO 3 – vidros, plásticos, papel, papelão, metais e outros materiais recicláveis recebem embalagens próprias conforme o tipo de material – destino: reciclagem interna ou venda como sucatas diversas.

Toda a elaboração do projeto teve como premissa básica de que “a separação e embalagem deve ser feita no local de origem e não deve ser admitida a separação posterior”.

Na implantação do projeto, em um hospital de 200 leitos, verificou-se que apenas 5 % em peso do lixo hospitalar, classificava-se como sendo do grupo 1, ou seja, resíduos que realmente necessitavam de cuidados e atenção especial, os demais 95 % eram idênticos aos gerados nos ambientes domésticos.

 

Lixo Orgânico:

O lixo orgânico é aquele material que chamamos que não é reciclável. São os restos de plantas e de animais. No entanto, este material é muito importante na natureza, servindo como alimento para outras formas de vida: os microorganismos, por exemplo,  são responsáveis pela degradação deste material e pela reciclagem de nutrientes essenciais para a vida, principalmente para as plantas.

Os benefícios do Lixo Orgânico são que podem servir de alimento para plantas eanimais.

E os  seus  malefícios são que poluem a biosfera.

A compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Nada muito diferente do que natureza faz há bilhões de anos, desde que surgiram os primeiros microorganismos decompositores, seguindo o exemplo da floresta, onde observamos que cada resíduo, seja ele de origem animal ou vegetal, é reaproveitado pelo ecossistema como fonte de nutrientes para as plantas que, em última análise, são o sustentáculo da vida terrestre. Pois bem, quando procedemos com a compostagem,  estamos seguindo as regras da natureza e destinando corretamente nossos resíduos.

Tradicionalmente a compostagem é vista como uma prática usual em propriedades rurais e centrais de reciclagem de resíduos. No primeiro caso é uma estratégia do agricultor para transformar os resíduos agrícolas em adubos essenciais para a prática da agricultura orgânica. No segundo é uma necessidade administrativa, que tem a intenção de diminuir o volume do material a ser gerenciado, além de estabilizar um material poluente.

 

Agrotóxicos:

De acordo com a lei 98.816 de 11/01/90.:

Os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas, e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, precisam ser devidamente administrados, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos.

De acordo com a lei 9.974 de 06/06/00.:

As empresas produtoras e comercializadoras de agrotóxicos, seus componentes e afins são responsáveis pela destinação das embalagens vazias dos produtos por elas fabricados e comercializados.

Mesmo em pequena quantidade o agrotóxico traz prejuízos para o solo. O uso do agrotóxico tem causado diversas vítimas fatais.

Agrotóxicos de acordo com a origem química:

   Inorgânicos    

   Orgânicos

   Orgânico sintético.

Os agrotóxicos são produtos altamente tóxicos que, dependendo das responsabilidades administrativas sobre esse produto, podem causar danos não só ao meio ambiente, como também à saúde das pessoas. Existem inúmeras leis relacionadas a esses produtos como a fiscalização, a comercialização, inspeção e ainda o modo de uso dos agricultores com os agrotóxicos. Esses produtos devem estar nas normas dos Ministérios da Agricultura, Pecuária, Abastecimento, Saúde e do Meio Ambiente. Caso os agrotóxicos forem administrados de forma errada, o solo é prejudicado assim  como os rios. No Brasil, a venda desses produtos é legal, portanto que esteja nos padrões de segurança.

  

Embalagem de agrotóxico

Embalagem de agrotóxico

 

Homem aplicando agrotóxico na plantação

 Homem aplicando agrotóxico na plantação

Ciclo do agrotóxico

Ciclo do agrotóxico

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Série: 5ª B

Tema: Enchente, assoreamento e consumo de água.

O QUE É ENCHENTE?

 As enchentes são calamidades naturais ou não que ocorrem quando um leito natural recebe um volume de água superior ao que pode comportar.

Em áreas rurais ocorrem com menos frequência, pois o solo bem como a vegetação se compromete a fazer a evacuação das águas. Já nas áreas urbanas, ocorre com maior frequência e força, trazendo grandes prejuízos.

 PREJUÍZOS CAUSADOS PELAS ENCHENTES:

 Abandono de lares inundados

A perda de materiais, objetos e móveis inundados ou arrastados pela água.

A contaminação da água por produto tóxicos

A contaminação da ágüe por agentes patológicos causando doenças como: amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malaria, poliomielite, salmonelose, teníase entre outras.

Contaminação de alimentos pelos mesmos agentes patológicos acima citados.

 COMO PODEMOS EVITAR AS ENCHENTES?

Para parar com os prejuízos causados pela s enchentes temos que:

parar de jogar lixo no chão, para não entupir os bueiros;

não construir ou desmatar áreas próximas às margens dos rios, pois o desmatamento causa o assoreamento, deixando as árvores sem raízes, assim no período de chuvas elas podem ser facilmente arrastadas;

não jogar lixo nas águas,  pois com isso o rio fica mais raso e aumentam os riscos de enchentes, já que a água não terá tanto espaço para ser armazenada.

 Nas grandes cidades algumas obras podem prevenir que as enchentes passem dos limites e infernizem a vida da população, como:

 Barragens (seguram as águas quando elas subirem )

Piscinões (reservatórios que armazenam excesso de água)

Canalização de córregos (impede que o lixo seja jogado nos córregos)

Desassoreamento dos rios (aumentando assim a capacidade de armazenamento em seu leito)

  POR QUE ACONTECEN AS ENCHENTES?

 Antigamente, antes de as cidades serem formadas, a água entrava toda na terra.

Quando o homem começou a tirar a vegetação e a construir casas nas margens de rios, as enchentes viraram um problemão. Sem as raízes das árvores, que funcionavam como esponjas, o volume de água que volta para o rio é muito grande, então o risco de enchente era desastroso. As coisas pioraram, pois as cidades cresceram! Com tantas construções e asfalto, o caminho da água é impedido. Quando isso ocorre, as pessoas correm mais riscos de pegarem doenças, já que as águas sobem e carregam detritos de ruas e casas, junto com urina e vermes de parasitas e esgoto sem tratamento.

 ONDE  ACONTECEM MAIS AS ENCHENTES?

Há dois tipos clássicos de inundações: as repentinas e as lentas. As inundações repentinas ocorrem geralmente em regiões de relevo montanhoso. Elas acontecem pela presença de um grande número de água num espaço muito curto de tempo,  chuvas fortes e duradouras também podem ocasionar essas enchentes.

Já nas inundações lentas, as águas elevam-se de forma previsível mantêm-se em níveis altos e depois escorrem gradualmente.

 CURIOSIDADES:

 Você sabia?

  Que as queimadas prejudicam muito o meio ambiente, todo mundo já sabia. Só que agora os cientistas notaram algo surpreendente: a fumaça modifica as nuvens de forma a reduzir a frequência de chuvas. Por outro lado, quando a água cai, acaba vindo com intensidade bem maior. Ou seja, as chuvas constantes são substituídas por grandes tempestades esparsas. Não é só isso. “Descobrimos que a fumaça prolonga a estação de seca por duas semanas na Amazônia”, diz o pesquisador Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP. Segundo ele, o estudo foi feito em regiões de floresta, mas há evidências de que o mesmo ocorra em áreas urbanas, devido à poluição. Isso pode explicar, por exemplo, por que São Paulo deixou de ser a “terra da garoa” para virar “o paraíso das tempestades e enchentes”.

 Assoreamento:

 

Consumo de água:

 A água é essencial para a existência da vida na Terra e é um recurso natural de valor inestimável.

Existe uma falsa idéia de que os recursos hídricos são infinitos. Realmente há muita água no planeta, mas menos de 3% da água do mundo é doce, acessível. E o desperdício de água no mundo atualmente é enorme.

A solução para evitar uma crise global de escassez de água está na sua utilização mais eficiente e no desenvolvimento de novas tecnologias.

O planeta Terra é formado de, aproximadamente, 70% de água, porém 97,50% é salgada e imprópria para consumo.

Da água doce, 2,493% estão em lençóis subterrâneos ou congelados nos polos.

Apenas 0,007% está em rios e lagos disponível para nosso consumo.

Desse 0,007% de água disponível para o nosso consumo, 70% vão para a agricultura, 22% para as indústrias e 8% para o consumo individual.

 A água existe, porém encontra-se cada vez mais comprometida em função do MAU USO.

 Ao gastar muita água, despejar rejeitos domésticos ou industriais em corpos d’água e desmatar suas margens, entre outras ações, pode deixar de ter esse recurso em quantidade e/ou qualidade adequadas para seu uso.

Além da economia, surgem outras alternativas para o uso mais racional da água , como, por exemplo, o GREEN GOAL.

Dicas para reduzir o consumo de água:

Ao tomar banho: um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água. Banhos curtos economizam água e energia elétrica.

Se não aprendermos a conservar as reservas de água que ainda temos, logo, logo vai faltar água em várias partes do mundo. A água vai valer mais do que o ouro ou o petróleo. Precisamos economizar água urgentemente! Se cada pessoa fizer a sua parte, a água não vai acabar, e a vida em nosso planeta será preservada.

 O PLANETA TERRA PRECISA DA NOSSA AJUDA!

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Série: 6ª A

Tema: Vegetação brasileira

Vegetação brasileira:

O Brasil possui a maior biodiversidade vegetal do planeta, com mais de 55 mil espécies de plantas superiores e cerca de dez mil briófitas, fungos e algas, um total equivalente a quase 25% de todas as espécies de plantas existentes. A cada ano, cientistas adicionam dezenas de espécies novas a essa lista, incluindo árvores de mais de 20 m de altura.

O número atual de plantas conhecidas representa apenas de 60% a 80% das plantas realmente existentes no país. Essa diversidade é tão grande que,em cerca de 1 hectare da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica, encontram-se mais espécies de árvores (entre 200 e 300 espécies) que em todo o continente europeu.

A flora brasileira está espalhada por diversos habitats, desde florestas de terra firme, até campos rupestres e de altitude.
Algumas famílias de plantas destacam-se por sua grande diversidade na flora brasileira. A família das bromeliáceas, que inclui as bromélias, gravatás e barbas-de-velho, tem mais de 1.200 espécies diferentes. São as plantas epífitas (plantas que vivem sobre outras plantas) mais abundantes em todas as formações vegetais do país, desde as restingas e manguezais até as florestas de araucária e campos de altitude.

Outras famílias importantes são a das orquidáceas; a das mirtáceas, que dominam a flora das restingas e da Mata Atlântica; a das lecitidáceas, que incluem dezenas de espécies arbóreas da Amazônia; e a das palmáceas, também representadas por numerosas espécies, boa parte de grande importância econômica, como os palmitos, cocos e açaís.

 

Espécies Exóticas:

Além das espécies nativas, a flora brasileira recebeu aportes significativos de outras regiões tropicais, trazidos pelos portugueses durante o período colonial. Várias dessas espécies de plantas restringiram-se às áreas agrícolas, como o arroz, a cana-de-açúcar, a banana e as frutas cítricas. Outras, entretanto, adaptaram-se muito bem e espalharam-se pelas florestas nativas a tal ponto que, frequentemente, são confundidas com espécies nativas.

O coqueiro, que forma verdadeiras florestas ao longo do litoral nordestino brasileiro, é originário da Ásia. Da mesma forma, o fruta-pão e a jaqueira, originários da região indo-malaia, são integrantes comuns da Mata Atlântica. Além dessas, podemos citar a mangueira, a mamona, o cafeeiro e várias espécies de eucaliptos e pinheiros, introduzidas para a produção de madeira, bem como dezenas de espécies de gramíneas. É comum encontrar em matas degradadas ou brotadas em pastos ou terras agrícolas abandonadas uma grande proporção de espécies exóticas.

Plantas Medicinais:

A diversificada flora brasileira é amplamente utilizada pela população, embora pouco se conheça cientificamente sobre seus usos. Por exemplo, um estudo recente realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi na ilha de Marajó, no Pará, identificou quase 200 espécies de plantas de uso terapêutico pela população local. A população indígena também utilizou e ainda utiliza a flora brasileira, porém tal conhecimento tem se perdido com sua aculturação. É provável que muitas espécies de plantas brasileiras tenham uso terapêutico ainda desconhecido. Esse conhecimento, entretanto, está ameaçado pelo desmatamento e pela expansão das terras agropecuárias.

 

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Série: 6ª B

Tema: Fauna e flora

Fauna e flora:

No território brasileiro existe uma enorme variedade de plantas e animais. Eles são muito importantes para o equilíbrio da natureza. Mas também são importantes para o homem que se utiliza deles para sua própria vida. Vamos conhecer um pouco sobre a vegetação e a fauna encontradas no Brasil e estudar seu aproveitamento pela sociedade?

A vegetação brasileira:

A vegetação participa da biodiversidade do nosso planeta. São muitas as aplicações dos vegetais na alimentação, medicina, vestuário, habitação e na atividade industrial. É um hábito antigo do homem fazer uso das plantas. Com o passar do tempo, acabamos descobrindo que muitos vegetais, além de atenderem às nossas necessidades básicas de alimentação e de abrigo, podiam também ser utilizados para curar doenças. Com os avanços tecnológicos, passamos a usar mais e mais substâncias medicinais vindas dos vegetais, trazendo novas oportunidades de cura e melhoria da nossa qualidade de vida.

Desmatamento na Amazônia e na Mata Atlântica:

O desmatamento em nosso país tem sido uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer as consequências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei ,como o mogno, por exemplo, empresas madereiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF ( ONG dedicada ao meio ambiente ) no ano de 2000, apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. O caso da Mata Atlântica é ainda mais trágico, pois apenas 9% da mata sobrevive à cobertura original de 1500.

Embora os casos da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano têm provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamada frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.

Urbanização e desmatamento:

O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e polos industriais. Rodovias também seguem nesse sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.

Queimadas e incêndios:

Outro problema sério, que provoca a destruição do verde, são as queimadas e incêndios florestais. Muitos deles ocorrem por motivos econômicos. Proibidos de queimar matas protegidas por lei, muitos fazendeiros provocam esses incêndios para ampliar as áreas para a criação de gado ou para o cultivo. Também ocorrem incêndios por pura irresponsabilidade de motoristas. Bombeiros afirmam que muitos incêndios têm como causa inicial as pontas de cigarros jogadas nas beiradas das rodovias.

 A fauna brasileira:

Você sabe o que é fauna?

Fauna é o conjunto das espécies animais. Cada animal é adaptado ao tipo de vegetação, clima e relevo da região onde vive.

O Brasil possui uma fauna muito diversificada. Somos o país da América do Sul com a maior diversidade de aves. Alguns dos animais da fauna brasileira não existem em outra parte do mundo. Mas toda essa diversidade não significa abundância de espécies, principalmente porque o desmatamento das florestas, a poluição das águas, o comércio ilegal de animais e a caça predatória são fatores que vêm exterminando muitos animais e diminuindo a riqueza de nossa fauna.

Um problema grave para a fauna do Brasil: novas espécies estão sendo descobertas e imediatamente consideradas ameaçadas de extinção. O mico-leão-caissara, o bicudinho-do-brejo e a ararinha–azul são exemplos de animais que em breve poderão deixar de existir. Vale lembrar que todas as espécies têm grande importância para os ecossistemas naturais e basta a extinção de uma delas para que graves desequilíbrios ocorram no meio ambiente.

 A exploração inadequada dos recursos naturais, sem um plano de manejo adequado, tem causado a extinção de centenas de espécies da fauna brasileira.

 De acordo com a nova lista do Ibama, lançada no dia 22 de maio de 2003, existem cerca de 400 espécies em vias de extinguir-se, e 8 já extintas. Essa lista foi revista e atualizada em parceria com a Fundação Biodiversitas e Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis.

 Isso significa uma perda irrecuperável para o patrimônio natural brasileiro, considerado o mais biodiverso do mundo. Grande parte dessas extinções acontece devido a alterações no habitat desses animais, como mudanças em cursos de rios, desmatamento excessivo e à captura e posterior venda ilegal de animais silvestres.

 A nova “lista vermelha” mostra que o número de animais em risco de extinguir-se quase dobrou. Seria uma grande alegria para a natureza se acontecesse justamente o contrário: que ela estivesse cada vez mais reduzida, na contramão da crescente desordem natural que domina o mundo.

 Nota: ‘’Preserve a Fauna, preserve a flora, senão toda a vida irá embora’’.

Depoimento da aluna Larissa Bispo Carvalho: Matas estão sendo destruídas e, com elas, o habitat natural das espécies vem diminuindo. Acabando com os lugares nos quaai animais vivem, eles invadem as cidades e, raramente,  adaptam-se, assim morrendo, o que contribui para a extinção das espécies. As casas construídas em lugares inapropriados causam problemas, tanto à natureza quanto aos moradores. No final, tanto a natureza quanto o ser humano saem prejudicados, mas, futuramente, a fúria da natureza dará mais prejuízos aos homens que, como sempre, destroem visando ao lucro e não pensam na importância da natureza para a humanidade.”

 

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Séries: 7ªA e 7ª B

Tema: Fazenda Bulcão

Depoimento dos alunos da 7ªB em relação ao apredizado obtido com a ida à Fazenda Bulcão:

Maria Letícia: “Pra mim, a melhor parte da viagem foi quando entramos na mata e pudemos ver de perto as mudanças que Sebastião Salgado proporcionou àquele lugar. É ótimo ver que ainda existem pessoas preocupadas com o meio ambiente”.

 Augusto Tavares: “Já havia ido à fazenda Bulcão e ao chegar lá vi uma mudança enorme, tinha mais árvores e até um novo rio. A fazendo não existe por fins lucrativos, isso mostra que ainda há pessoas preocupadas com a natureza, poucas, mas há, e talvez se existissem mais pessoas com essa preocupação, existiria um mundo melhor”.

 Marcelo Elias da Silva Filho: “Foi muito interessante. Vimos que vários hectares de terra foram transformados em uma reserva florestal, sendo que essa terra poderia trazer muito lucro se fosse utilizada para o gado, mas, felizmente, a preocupação com o meio ambiente prevaleceu”.

 Vinícius: “A paisagem de lá é linda, mas o que mais achei incrível foi o reflorestamento que eles conseguiram fazer”.

 Douglas: “O que mais me chamou atenção foi o estado do grande Rio Doce naquela cidade, devido à construção da hidrelétrica de Itueta foi feito um desvio no curso do Rio Doce, deixando o seu antigo curso seco e com pedras. Um pequeno museu na cidade , também me chamou atenção, devido a várias histórias presentes em um local tão pequeno, as histórias relacionadas à cidade de Aimorés que, para mim, possuem um grande valor histórico”.

Rodrigo: “Eu gostei muito de saber que Sebastião Salgado investiu em tudo mesmo sabendo que ele não teria nenhum retorno financeiro, e tudo isso foi por gostar muito da natureza”.

Diana: “Gostei muito da viagem, mas fiquei assustada pelo fato de o Rio Doce estar tão seco. Já lá na reserva fiquei surpresa, pois na primeira vez que fui lá não estava tão “verde” quanto estava dessa última vez.”

 Natálya Araújo: “Precisamos de várias pessoas com o mesmo pensamento que Sebastião Salgado, que não pensou em dinheiro, e sim, no futuro dos jovens. Foi com o exemplo dele que pude me conscientizar e ter a certeza de que é preciso olhar para a natureza com outros olhos, para garantir o futuro.”

 Amanda: “Adorei a viagem, foi muito legal. O Instituto Terra é lindo e tem paisagens naturais preservadas.”

 José Roberto:  “De toda a nossa aventura, gostei muito da viagem de trem, pois nunca havia andado antes. Gostei também da Fazenda Bulcão, pelas paisagens que vi e pela impressionante história do local.”

 Igor: “O que eu mais gostei na viagem foi andar de trem, pois eu nunca havia andado. Melhor ainda foi que essa viagem me trouxe mais aprendizado sobre a natureza, pois sem ela seria muito difícil viver.”

 Saulo: “A viagem foi muito bem aproveitada e nos possibilitou compreender mais sobre os assuntos estudados em sala de aula.”

 Louise Lopes: “Achei interessantes as iniciativas de Sebastião Salgado. A fazenda era de seu pai e, mesmo contra a vontade dele, Sebastião Salgado reflorestou, importou-se com a natureza, sem a intenção de obter lucros com isso. E o interessante é que ele mostra a realidade do mundo através de fotografias e comentários em seu livro.”

 Thayná: “O que mais me chamou a atenção foi que ao decorrer da viagem eu percebi que há uma parte do Rio Doce que está sem água, fiquei assustada, pois ele era tão bonito e bem tratado e hoje ele está sumindo. A história da Fazenda Bulcão me chamou bastante a atenção também, porque é incrível como a força de vontade de Sebastião Salgado transformou toda aquela fazenda, onde predominava a criação de gado e tudo era pasto, em uma área de reflorestamento, onde não há, de maneira alguma o interesse econômico. Achei muito interessante as fotos, pois com elas eu conferi toda a luta de Sebastião e toda a mudança que ele provocou na fazenda.”

 

Confira as fotos:

 

 

 

Veja o vídeo produzido pela aluna Maria Letícia da 7ªB:

 

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Série: 8ªA

Tema: Energia

Energia:

Energia Solar:
Energia solar é o nome dado a qualquer tipo de captação solar. Existem quatro tipos de captação.
A energia solar tem grandes vantagens por que:
• Não polui;
• É renovável;
• Você só paga a instalação e a manutenção do aparelho captador;
Entre outros.
Energia hidrelétrica
É a energia resultante da represa

Energia hidrelétrica:
É a energia resultante da represação de rios e lagos. É a mais comum e utilizada. É a força da água que ativa os geradores para produção de energia.
Energia nuclear:
Consiste no uso controlado das reações nucleares para a obtenção de energia para realizar movimento, calor e geração de eletricidade.
Energia eólica:
É a energia que provém do vento. O termo eólico vem do latim ae
Energia eólica:
É a energia que provém do vento. O termo eólico vem do latim aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, Deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento.
Energia termoelétrica:
É a energia proveniente de qualquer produto capaz de emitir calor, como o carvão mineral.

Energia química:

É a energia potencial das ligações químicas entre os átomos. Sua liberação é percebida, por exemplo, numa combustão.

Protocolo de Quioto:

Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global.

Agenda 21:

A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992.

Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS).

 É um documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais.

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